SERÁ QUE O MARACA É MESMO NOSSO?

SERÁ QUE O MARACA É MESMO NOSSO?
DAS VERDADES VERDADEIRAS
Que o associado gostaria de conhecer
Episódio 12
O Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como “Maracanã”, é um dos mais conhecidos símbolos da Cultura Carioca e, ultimamente, tem se transformado em uma arena de polêmicas, tanto político como de disputas econômicas.
Com a finalidade de ser o palco da final da Copa do Mundo de 2014, o Maracanã precisou de reforma, que custou aos cofres públicos uma quantia superior a R$ 1,346 bilhões (http://oglobo.globo.com/esportes/custo-do-maracana-para-copa-vai-r-1346-bi-com-estruturas-temporarias-11928432), além de ter sido concedida, às empreiteiras contratadas, todas as isenções fiscais, que foram bastante significativas.
As obras do Maracanã, que foram iniciadas pela empreiteira Delta Construções S. A. (condenada pelo STJ:http://oglobo.globo.com/brasil/stj-proibe-delta-construcoes-fechar-contrato-com-poder-publico-12488140 ), e não foi por ela terminada devido a forte escândalo de corrupção envolvendo Carlinhos Cachoeira. Pouco antes, o governador do Estado do Rio de Janeiro da época, Sérgio Cabral, fora flagrado em fotos comprometedoras em um restaurante de luxo em Paris, França, junto com o empresário Fernando Cavendish, dono desta mesma empreiteira, a Delta Construções S. A., que além das obras do Maracanã, possui também grande quantidade de outros contratos, tanto com o governo estadual como com o governo municipal.
Após a finalização das obras do Maracanã, que foram concluídas pela empreiteira Odebrecht (empreiteira que está sendo investigada pela operação Lava-Jato), o Maracanã passou por um processo de privatização, onde, o empresário Eike Batista, antes da abertura da licitação, elaborou e preparou um estudo de viabilidade para a sua privatização (http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2012/11/07/empresa-de-eike-negocia-projetos-para-maracana-antes-de-governo-licitar-estadio.htm), em cujo edital, havia previsão que proibia a participação das associações esportivas (os clubes de futebol) na licitação; ou seja, embora atividade fim do Maracanã seja realização de partidas de futebol, os clubes foram impedidos de participar da referida licitação. Fato este que, na época, foi muito criticado pelo Ministério Público, sem, contudo, conseguir resultado final satisfatório.
O governador Sergio Cabral, com o empresário Eike Batista e o Jean Philipe Ollier, presidente da Michelin
Curiosamente, a empresa que elaborou este estudo, foi formada por um consórcio de empresas: Odebrecht (90%), IMX de Eike Batista (5%) e AEG (5%), e foi a única a apresentar uma proposta para a referida concessão; a qual foi analisada, mas antes, porém, haviam se reunido, previamente, com agentes do governo interessados na privatização do Estádio do Maracanã. Este fato lançou dúvidas sobre a lisura do processo licitatório. Supostamente indicando haver a caracterização de uma concorrência desleal.
Em conformidade com o edital publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, em 22 de outubro de 2012, o vencedor recebeu o direito de gerir e explorar comercialmente o Maracanã, por 35 (trinta e cinco) anos, tendo o Consórcio – liderado pelaOdebrecht (90%) – que pagar ao Estado, o valor mensal de apenas R$ 07 milhões, que totaliza o montante aproximado de apenas R$ 245 milhões (http://www.valor.com.br/brasil/2874788/edital-de-concessao-do-maracana-preve-investimentos-de-r-469-milhoes). Além de haver uma previsão de gastos anuais da ordem de R$ 50 milhões/ano, nos 12 primeiros anos da concessão.
Estas contas não fecham! Já que os 07 (sete) milhões mensais previstos não são suficientes nem para cobrir os juros do empréstimo com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, junto ao BNDES, que é da ordem de R$ 29,6 milhões por ano (http://noticias.bol.uol.com.br/esporte/2012/10/25/privatizacao-do-maracana-nao-pagara-juros-dos-financiamentos-para-reforma-da-copa-de-2014.jhtm), sem contar o abatimento desse empréstimo, em si, bem como de outros empréstimos, como os da Corporação Andina de Fomento (CAF) e da Caixa Econômica Federal (CEF).
Se a entidade “Estado Constituído” teve que gastar R$ 1,3 bilhões para reformar o estádio (http://oglobo.globo.com/esportes/custo-do-maracana-para-copa-vai-r-1346-bi-com-estruturas-temporarias-11928432), como então ele, “Estado Constituído”, pode se satisfazer com uma privatização, que reembolsará apenas R$ 245 milhões aos cofres públicos? Ou seja, apenas 20% do que foi investido pelo “Estado Constituído” e onde não se incluiu os juros dos financiamentos. A diferença dos outros 80% (oitenta por cento) representa um escandaloso prejuízo que ultrapassa a ordem de R$ 1 bilhão. O argumento de que o poder público não consegue arcar com a manutenção do Maracanã simplesmente cai por terra diante destes números, pois fica evidente que não faltou dinheiro público para reformar diversas vezes o estádio do Maracanã.
Fica explícito, pois que, o estádio do Maracanã é rentável; e há um estudo, que prevê projeção de lucros estimada de até R$ 2,5 bilhões.
Ou seja, o contribuinte teve que arcar com reformas bilionárias e, ainda assim, ver seu estádio, que era público, ser entregue para a iniciativa privada (para uns poucos que podem pagar) e desfrutarem sozinhos dos lucros e dos próprios serviços existentes no Complexo do Maracanã.
Em janeiro de 2013, em entrevista (http://www.lancenet.com.br/flamengo/Rodrigo-Tostes-Maracana-Flamengo-inquilino_0_956904325.html), o atual Vice-Presidente de Finanças do Flamengo, Sr. Rodrigo Tostes, proclamou que: “…o Flamengo virou sócio do Consórcio Maracanã”, após anunciar na semana anterior a parceria entre Flamengo e o consórcioMaracanã S.A., até o fim do ano; este mesmo vice-presidente de finanças do Flamengo, Sr. Rodrigo Tostes, frisou, também, que o contrato com consórcio Maracanã S.A. é um dos mais importantes da história do Clube. E, mais ainda, este dirigente declarou: “de que o time da Gávea não será um mero inquilino do estádio”.
Este dirigente, Sr. Rodrigo Tostes, só se esqueceu de informar que o Flamengo além de ser sócio minoritário no Maracanã; ainda tem que pagar, além da porcentagem da bilheteria, para confecção de cada ingresso, a importância de R$ 1,80 (hum real e oitenta centavos), acrescida da taxa de serviços, que é de R$ 10,00 (dez reais) por ingresso.
Que contrato Leonino!!!
Seria de bom alvitre, esclarecer aos Rubro-Negros, que este senhor, Rodrigo Tostes, também é o Diretor Executivo Financeiro da Rio 2016, empossado por Sergio Cabral e confirmado pelo atual Governador Pezão. Tutto in Famiglia!
O governador Luís Fernando Pezão, entre Rodrigo Tostes (vice-presidente Financeiro do Grupo Thyssen Krupp CSA Companhia Siderúrgica e Hans Fischer (presidente da Steel Américas, do mesmo grupo)
Profissionalmente, o Sr. Rodrigo Tostes tem uma ligação íntima com a empreiteira Odebrecht, que é a responsável pelas principais obras das Olimpíadas de 2016, bem como de vultosas e complexas obras viárias (vide novo túnel São Conrado – Barra da Tijuca).
Hoje, o Maracanã se transformou no estádio mais caro do mundo!!!!
Se o Flamengo vier a construir o seu próprio estádio, e abandonar o Maracanã, os contribuintes, que são os, pagadores de impostos, ficariam com este enorme “Mico Preto”, por ter que arcar com o elevado prejuízo de ter colocado R$ 1 bilhão num estádio que acabaria sendo devolvido para o governo, sem a mínima chance de lucro. Perdemos todos!
Enfim, essa situação toda é muito complicada e, justamente, pela excessiva interferência estatal, além de acordos pouco ortodoxos.
Indagamos se a Odebrecht será capaz de prestar um bom serviço, mesmo sob suspeita de uma concessão malfeita ou tenebrosa, aos olhares ortodoxos?
A torcida e a diretoria do Flamengo, com razão, têm se sentidas lesadas nisso tudo. Tanto que o clube em 2013 emitiu o seguinte comunicado sobre o assunto:
“O Flamengo, depois da espetacular participação da Nação Rubro-Negra no jogo desta quarta-feira, contra o Cruzeiro, espera que a Odebrecht tenha se convencido da importância em ter a maior e melhor torcida do mundo no Maracanã”.
A torcida do Flamengo valoriza o Maracanã. Ela é a alma do estádio e faz dele o mais lindo e vibrante do Brasil. Sem o Flamengo, o novo Maracanã se torna apenas uma arena importante, como outras que já existem. Por esta razão, não se pode admitir que este modelo de administração do Maracanã seja tão prejudicial ao Flamengo.
Abaixo, alguns fatos que observamos, fruto de nossa experiência recente:
– No jogo do dia 28/08 contra o Cruzeiro, a renda líquida do clube foi de R$ 734.000,00 para uma renda bruta de R$ 2.200.000,00. Com esta mesma renda bruta, o Corinthians no Pacaembu teria uma receita líquida de R$1.650.000,00.
– Esta mesma comparação feita para qualquer outra arena/estádio no Brasil comprovará que no Maracanã o Flamengo trará para seus cofres menos da metade do que seus adversários de outros estados estarão arrecadando.
– Os custos operacionais do Maracanã são de, no mínimo, o dobro de qualquer outro estádio do Brasil, podendo chegar a até 10 vezes o custo de outros estádios capazes de receber também grandes públicos.
– O Maracanã oferece um péssimo serviço, tanto na venda de ingressos quanto na operação de acesso, onde as catracas não estão dimensionadas para o alto fluxo de ingresso de torcedores próximos ao horário de início da partida.
– Consequência: longas filas, impossibilidade do controle eletrônico do acesso, riscos de evasão de renda, superlotação e descontrole da arrecadação; falta de contagem dos giros de catraca, impossibilidade de saber a relação entre os ingressos vendidos e o número de pessoas que entraram no estádio.
O Flamengo deseja construir uma relação justa e parceira com quem quer que esteja administrando o Maracanã. Uma relação que permita, além de bons resultados financeiros para ambas as partes, a enorme alegria dos 40 milhões de apaixonados torcedores Rubro-Negros.
É para isto que estamos trabalhando, Conselho Diretor do Clube de Regatas do Flamengo?
Estamos em meados de 2015 e, hoje, o Consórcio Maracanã S.A., é a entidade que mais lucra com o futebol Carioca.
O Flamengo nunca foi um parceiro deste consórcio; nós Rubro-Negros é que, apenas, somos explorados por nossa paixão!!!
A pergunta final que não quer calar é:
Quem são os responsáveis por toda esta estrepolia?
O Alerta apenas apresenta os fatos; e contra fatos não há argumentos!
O Alerta busca dar transparência aos fatos.
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